Alagoas: os restaurantes, por Amanda

Ficar hospedada na casa da tia tem muitas vantagens. Uma delas é ter comidinha caseira na mesa todos os dias. E mais típica do que isso, impossível! Arroz, feijão, charque (nossa carne seca, preparada de um jeito diferente), peixe, cuscuz nordestino, inhame… E para os mais corajosos (entre os quais o Ricardo não está incluído, hehehehe…), carne de carneiro assada e até buchada (que eu tmb não encarei… Argh!)! Mas, apesar da mordomia, acabamos conhecendo alguns lugares bons pra comer em Alagoas.

O primeiro deles foi um restaurante que fica na beira da Lagoa da Massagueira, em Marechal Deodoro. Ninguém lembra o nome dele, mas se você seguir pela rua que dá acesso aos restaurantes da lagoa, é um que tem uma arara na frente, hehehehe… O ponto forte de lá é a vista. Come-se praticamente dentro da lagoa, é muito bonito e relaxante.

Ricardo e eu, no restaurante na beira da Lagoa da Massagueira

A comida é ótima. Pedimos dois tipos de cavala: o assado com molho de leite de côco e o frito. Na minha opinião, os dois estavam bons, mas preferi o assado. Tem mais sabor, por ser preparado com legumes e com aquele molho delicioso! Hum! Os acompanhamentos são: arroz, vinagrete e um pirão de peixe maravilhoso! Não toquei no vinagrete pra saber se era bom, porque tinha alface e achei isso bem esquisito… Enfim…

Outro lugar que comemos foi a pizzaria Santo Orégano, que fica no distrito de Riacho Doce, em Maceió, no caminho para Paripueira. Pedimos meia frango com catupiry e meia marguerita e as duas coberturas estavam ótimas! A massa é bem fina e leve, tanto que eu comi mais pedaços do que estou acostumada. O ambiente é bem gostoso, muito arejado, com música ao vivo e decoração feita com objetos artesanais. Na época, estava decorada para o carnaval, com muito bom gosto! Com mini-sombrinhas de frevo penduradas sobre as mesas. Bem fofinho! Super recomendo!

No último dia, conhecemos o Divina Gula, um dos restaurantes mais famosos de Maceió. O atendimento não é dos melhores, demoravam muito para nos atender, seja para pedir bebidas, seja para pagar a conta. Mas a comida compensa. Pedimos dois espetos no prato: um de picanha e o outro de filé mignon, cebola e pimentão. A carne estava um pouco dura… Mas os acompanhamentos me ganharam: farofa e vinagrete. A farofa era simples: farinha, um tempero que não sei dizer qual e só! E era uma delícia! E o vinagrete… Segundo meu primo, ele já viu até briga entre duas amigas suas depois que a pequena porção acabou. Uma prova de que é bom mesmo!!! Mas realmente, a porção é minúscula. Eu brigaria por mais, hehehehehe…

Lá tomei o suco de kiwi mais gostoso da minha vida! Tudo bem que só tomei em um outro lugar além de lá, hehehehe… Mas estava muito bom, duvido que algum outro consiga batê-lo!

Além disso, só batatas fritas e castanhas nas praias. Bom também, né?

Nossa! Quase me esqueci da Sorveteria Bali! Fica em Maceió e fomos lá no primeiro dia. Uma delícia! Era fim de tarde, ótima hora pra um sorvetinho. O esquema lá é self-service por quilo, que eu adoro!!! Hehehehe… Tem muitos sabores, mas só peguei quatro, dentre eles os favoritos: paçoca e tapioca. Está mais do que recomendada também. E se vocês tomarem o sorvete anti-gripal (sim, eles têm esse “sabor” por lá), conta pra gente!

E o próximo post será sobre o não-tão-animado-carnaval! Aguardem!

Alagoas: os restaurantes, por Ricardo

O capítulo gastronomia deste carnaval foi surpreendente.

Nem vou comentar sobre as delícias de uma comida caseira todos os dias (e, apesar de a Amanda ter comentado, eu comi carneiro, sim. Não gosto é de charque nem de buchada, que não comi). E estava muito bom (o carneiro).

E já vou direto para o meio da história: a pizza. Quem nos acompanha sabe que pizza é um dos meus pratos favoritos e, como em São Paulo somos muito bem servidos nesta especialidade, sempre que estou em outra cidade, principalmente em outro estado, fico com os três pés atrás ao entrar em uma pizzaria.

Mas, qual não foi minha surpresa ao chegarmos na Santo Orégano, no caminho entre Maceió e Paripueira. O ambiente muitíssimo bem decorado, com móveis e detalhes rústicos; atendimento excelente, grande variedade de coberturas disponíveis no cardápio e, o principal: a dita cuja.

Quem já esteve na Cristal, alí nos jardins (pelo menos nos anos 90), vai saber do que estou falando. Massa fina e produtos de qualidade – pizza digna das melhores aqui de Sampa, sem sombra de dúvida. Ok! eles oferecem catchup e mostarda na mesa, mas, também azeite extra virgem, o que acaba compensando, rs

Pude também tomar suco de pitanga, uma especialidade do nordeste imperdível – encontrada em polpa em alguns supermercados de São Paulo e que eu recomendo. Como esquecemos de fazer fotos por lá (a fome tava braba),  segue um filme do Santo Orégano no Youtube:

Os peixes que comemos perto da praia do Francês (Massagueira), estavam também deliciosos, ainda que eu tenha notado uma pequena diferença nos temperos. Os alagoanos não utilizam muito a cebola e o alho como base na cozinha diára como nós,  paulistas. Mas, creio, é justamente essa diferença o grande atrativo, pois permite experimentar sabores e aromas diferentes.

Cardápio: peixe frito, peixe assado, arroz e pirão

Agora, não poderia deixar de registrar duas coisas: a primeira, sobre comer nas barracas de praia. É o mesmo risco em qualquer lugar do Brasil e, como já avisamos no post anterior, tudo é frito no mesmo óleo e aí, filé mignon com gosto de camarão, batata frita com gosto de camarão, e qualquer outra coisa que você peça vem com gosto de camarão, que é sempre mais forte do que os demais alimentos, certo?

A segunda tem mais a ver com o capítulo sobremesas: conhecemos uma sorveteria na orla de Maceió simplesmente fantástica. Eles anunciam oferecer 70 opções de sabores, mas, eu só contei 60, rs. E dentre eles, destaque para o de tamarindo. Nem todo mundo conhece essa fruta, que é marrom e um pouco azeda, mas, deliciosa. E o sorvete que eles fazem com esse sabor é de gelar o queixo (ok! qualquer outro sorvete gela o queixo do mesmo jeito, mas, vocês entenderam).

Foto retirada do site da sorveteria

E castanha de cajú. Não é tão mais barata a ponto de você comprar uma caixa inteira, mas, que eu trouxe 1 kg pra comer em casa, ah! trouxe. E estou comendo…..rs

Sobre outros costumes, falaremos no próximo post, sobre o carnaval. Mas, adianto que o latão de cerveja (475 ml) tava custando só R$ 2,00 na terça-feira de carnaval. Uma pechincha, né?

Alagoas: as praias, por Amanda

Estamos sumidos e nós sabemos disso. E não foi por falta de lugar pra ir, não… Saímos bastante e estamos com vários posts atrasados… Mas vamos começar com a viagem mais recente: Alagoas! Passamos o carnaval por lá, entre Maceió e Paripueira e aí vão as dicas pra vocês!

Conhecemos quatro praias: Gunga, Barra de São Miguel, Paripueira e Sonho Verde. As duas primeiras são do Litoral Norte e as outras, do Sul de Maceió. Todas são deslumbrantes! O mar é azul (mas aposto que o Ricardo vai dizer que é verde. Homens não diferenciam certas cores, hehehehe…), quase sem ondas e de água morna, ou seja, perfeito pra tomar banho! Pra mim, que amo ficar no mar, é perfeito! Quando entro, nem dá vontade de sair! =)

A praia que mais gostei foi a do Gunga. Pra entrar, é preciso passar por dentro de uma propriedade particular, mas não tem nenhum problema. Todo mundo é liberado, sem burocracia… Mas antes de entrar na praia, siga um pouco mais pela estrada e vá até o Mirante do Gunga. A vista de lá é incrível! Antes de subir, minha paisagem favorita era a de Trancoso, vista do Quadrado. Assim que coloquei os pés no Mirante do Gunga, minha opinião mudou e Trancoso virou segundo lugar. Que lugar maravilhoso!!! Dá uma olhada:

Eu, no Mirante do Gunga. Lindo demais!

A Praia do Gunga encontra-se com uma lagoa e você pode escolher entre ficar na parte da praia ou da lagoa. Escolhemos a segunda opção e eu, particularmente, adorei! A água estava uma delícia, morninha e bem calma, ficamos um tempão nadando e boiando. A lagoa é tão calma (e é tão calor!) que alguns grupos montaram suas mesas dentro da água! Nunca tinha visto uma coisas dessas…

Pessoas nas mesas dentro d'água. Refrescante, não?

Enquanto estávamos lá, a maré começou a subir e quase derrubou a nossa mesa (a de algumas pessoas foi literalmente levada pela água). Nessa hora resolvemos ir embora e conhecer a Barra de São Miguel.

Demos só uma passadinha por lá, tanto que nem dá pra avaliar muito bem. Além disso, a maré tava cheia e, geralmente, as praias ficam mais bonitas quando estão mais secas. Quero voltar lá pra avaliar melhor, hehehehehe… Ah! Só não recomendo comer nada frito na Barraca Barra Beer, porque pedimos uma porção de filé mignon que veio com tempero de camarão… Usaram o mesmo óleo pra fritar e… Argh! Se pra mim tava ruim, imagino pro Ricardo, que odeia camarão com todas as suas forças…

No outro dia fomos para Paripueira, que é a cidade mais próxima do condomínio onde ficamos. Foi lá que pulamos carnaval no bloco mais famoso da cidade, o “Só vai quem chupa” (assunto pra outro post), e aproveitamos a praia também, num dia de maré seca. Estava linda, a água quentinha… E a vista de lá também vale a pena, dá pra ver loooonge! A praia termina em mini-falésias (se é que isso existe), bonito demais!

Praia de Paripueira

E pra finalizar, a praia de Sonho Verde, onde ficamos a maior parte dos dias. Eu já a conhecia, mas parecia que não, já que por causa da maré, todo dia ela amanhece diferente. O único problema dessa praia é a grande quantidade de algas que se desprende do mar e deixa a areia “suja”. Até na hora de nadar é incômodo, pq as algas ficam passando pelas nossas pernas e se enroscando. Mas a praia é linda, de qualquer forma. De lá dá pra ver a praia de Tabuba, que é separada de Sonho Verde por um rio, que só dá pra atravessar na maré seca.

Aliás, na maré seca nos divertimos bastante por lá. Fomos a pé até bem longe, olhar os ouriços e peixes que ficam presos nas lagoinhas naturais que se formam. Até ficamos um tempo dentro em uma delas, bem rasinha, de água bem quente. Foi uma delícia! Bem terapêutico…

Praia de Sonho Verde, com a maré baixa.

Enfim, só tenho elogios às praias de Alagoas. Recomendo muitíssimo! E na primeira oportunidade, estaremos de volta, com certeza! Pra conhecer outras praias e fazer os passeios tradicionais, como por exemplo, visitar as piscinas naturais. Dessa vez, não deu, foi tudo muito corrido! Mas ainda assim, valeu a pena e foi maravilhoso!

E logo estamos de volta com os próximos posts! =)

Alagoas: as praias, por Ricardo

Na Via Anchieta, município de São Bernardo do Campo, sentido São Paulo, na entrada para Santo André, Dutra etc, há um outdoor com uma foto da Barra de São Miguel, em Alagoas. E foi exatamente nesta imagem que pensei quando fechamos nossa viagem para este carnaval. Eu desejei conhecer aquela praia da foto.

E isso aconteceu logo no sábado, quando também conhecemos a praia do Gunga. Dois lugares simplesmente fantásticos e imperdíveis.

Barra de São Miguel

Como disse a Amanda, a vista do mirante que há no Gunga é maravilhosa e merece ser apreciada com calma. A água – VERDE – é quente e se você optar pelo lado de dentro da barra (a praia do Gunga fica exatamente em frente à Barra de São Miguel, sentir-se-á (olha a erudição…) banhando-se em uma lagoa – poucas ondas e muitos barcos e jets.

A infra do lugar também é curiosa: para chegar ao local é preciso, como já explicado, passar por dentro (e “pedir autorização”) de uma fazenda de cocos. Mas, quando se chega na praia, há um verdadeiro comércio: barracas de comes e bebes, de doces, lembrancinhas, palco pra show e música pra todo lado (sobre isso, escreveremos um texto específico, pois vale a pena explicar).

E os preços – pasmem – são absolutamente honestos. Paga-se pouco por um côco verde (lógico, é tirar da coqueiro e servir, não tem custo de transporte), mas também pela cerveja, refris e outros. As comidas é que não são tão baratas assim, mas, você não fica esfolado como em muitos lugares aqui de Sampa, sobre os quais já escrevemos.

E você pode consumir tudo isso em mesas na areia ou até dentro d’água – VERDE. Uma mordomia que só.

Praia do Gunga

Praia do Gunga

Tanto na ida quanto na volta, algumas peculiaridades difíceis de serem explicadas. Várias praias da orla da Maceió são praticamente desertas, embora lindíssimas. Algumas, até é possível entender, pois nelas construíram emissários de esgoto, terminas de produtos químicos etc. Não sei se também pelo fato de o bairro ser mais central e, nota-se, habitado por pessoas de baixo poder aquisitivo. O fato é que apenas os surfistas se aventuram a pegar ondas por lá.

Mas são lindas, muito lindas. Talvez até por serem bem desertas.

Pela orla mais urbanizada (Pajuçara, por exemplo), ocorre que existem muitos corais, arrecifes e faixa de areia pequena, o que também pode explicar a baixa freqüência.

Uma que me chamou a atenção foi a praia de Cruz das Almas, cujo nome deve afugentar turistas, mas que também é linda.

Como ficamos em Paripueira, uma pequena cidade ao norte de Maceió, não estivemos nessas mais centrais (aquelas outras, Gunga e Barra de São Miguel, ficam em Marechal Deodoro, cidade que foi a primeira capital de Alagoas e onde também fica a praia do Francês, na qual também não conseguimos ir). Ah! No Gunga e na Barra, o mar era azul, rs.

Na praia Sonho Verde, onde mais ficamos, e também na de Paripueira, a beleza também é o forte. E impressiona por causa da variação das marés. Coisa de centenas de metros que deixa à mostra corais, pedras (arrecifes, ô meu) e uma fauna e flora marinhas riquíssimas.

Praia de Sonho Verde, com a maré baixa. Quando está cheia, esse mesmo lugar é o mar.

Foi interessante notar, também, a presença das barracas nas praias – a impressão é que os alagoanos só vão à praia se houver uma barraca por lá, já que todos se concentram nas suas proximidades, ao contrário das praias aqui do sul. Comportamentos regionais que eu gosto de analisar.

Mas, sou obrigado a concordar: contemplar o mar – VERDE – sentado, com opção de uma sombra sempre que quiser, tomando umas e beliscando umas castanhas, é um privilégio. Conforto, mordomia, chamem do que quiser. É bão dimais da conta.

Fiquei muito bem impressionado com Maceió. Desde o aeroporto Zumbi dos Palmares (novíssimo), é uma cidade é simpática e, pelo que pudemos ver, há muita opção de bares, restaurantes e uma interessante vida noturna.

E como faz calor…soube que chuveiro elétrico não é um item obrigatório em muitas casas – como a que ficamos em Paripueira – por ser absolutamente desnecessário. Tomamos banho “frio” todos os dias e isso foi muito bom.

Totalmente recomendável!!!

Lyra Latina, por Amanda

Eeeeeeeee! Primeiro post do ano!!! Inicialmente, feliz 2010 a todos os leitores e visitantes do Lazer por Dois! Tudo de bom pra vocês neste ano que começou! =)

Nosso ano começou agitado! Logo no dia 03 de janeiro já estávamos na salsa! Domingo estava um dia lindo, de muito sol, perfeito pra passear muito. E lá fomos nós para o Sesc Vila Mariana, para assistir ao show da banda Lyra Latina. Não os conhecia antes, mas como são uma banda de salsa e afins, topei na hora.

Lyra Latina

Lyra Latina

E o show foi ótimo! Eles começaram com uma sequência de salsas mais rápidas e bem dançantes. Muita gente levantou pra dançar!  Depois eles partiram para o cha-cha-cha, foram duas músicas deste estilo. Eram mais calmas, pro povo diminuir um pouco o ritmo e curtir um pouco mais o instrumental da banda.

Aliás, os músicos merecem muito destaque! Todos muito bons! Em especial o tecladista, que é sempre o que eu reparo mais, hehehehe… Como a banda não tem guitarra, a harmonia é toda feita nos teclados e, além disso, as músicas tinham vários solos, o que deu bastante destaque para o músico e sua habilidade com o instrumento. Pena que não lembro o nome dele… Merece muito meus parabéns!

O show foi curto, cerca de uma hora. Depois do cha-cha-cha foram só mais duas ou três salsa e acabou! Uma pena, porque estava muito animado! E também porque dançamos só duas salsas! Eu queria mais! Humpf!

Enfim, nesse mês acontecerão vários shows de salsa ainda, inclusive do Lyra latina pra quem ficou com vontade de assistir. Vamos dançar muuuuuito! No Sesc Vila Mariana, todos os domingos de janeiro serão latinos! E no Sesc Santo André haverá duas apresentações da banda Havana Brasil, com direito a aula para os iniciantes antes dos shows. Confira a agenda salseira do mês e apareça! Com certeza você nos encontrará “bailando” por aí! =)

Sesc Vila Mariana

10 e 24 de janeiro – Sonora Caribe

17 e 31 de janeiro – Lyra Latina

Domingos, às 13h30. Grátis! Melhor ainda, né?

Sesc Santo André

15 e 29 de janeiro – Havana Brasil

Sexta-feira, às 21h00. R$4,00 (inteira), R$2,00 (meia-entrada), R$1,00 (matriculados no Sesc).
Antes dos shows, a partir das 19h30, haverá uma aula de ritmos latinos.

Lyra Latina, por Ricardo

A parada inicial previa assistirmos à apresentação do Heartbreakers, uma banda salsera que remonta os 80 e que é muito boa. Mas, houve uma certa confusão de datas, ou de interpretação nossa e, quando chegamos no SESC Vila Mariana, ainda sob a ressaca do ano novo, lá estava a Lyra Latina.

Banda boa; os caras, mesmo que “remendados” (o percussionista era emprestado, como revelou um dos integrantes), mandaram bem e puseram as pessoas pra dançar.

Interessante o perfil da grande maioria do público que acompanhou a apresentação. Gente da melhor idade que fez o que pôde pra sacudir o esqueleto sem se importar em conhecer ou não os passos da salsa e do cha-cha-cha.

Lyra Latina

Lyra Latina

O SESC, aliás, tem várias atrações muito interessantes e a preços mais interessantes ainda. Nessa mesma linha de músicas latinas, durante todo este mês vale a pena consultar a programação e dar uma “chegadinha”.

Nós mesmos vamos voltar para assistir aos Heartbreakers, como era o plano original. Os shows que os Heartbreakers fariam no Sesc Vila Mariana foram cancelados e substituídos pelos da banda Sonora Caribe.

Mas, não poderia fazer este post sem duas observações: uma engraçada, sobre o tecladista da Lyra – muito bom, diga-se, mas que detonava os teclados por causa da força com que apertava as teclas (algumas delas já defeituosas, muito engraçado). E o vocalista, que precisa fazer as pazes com o técnico de som, pois era impossível ouvir o que ele cantava.

Mas, valeu assim mesmo.  Lyra Latina recomendada.

Pastel da cidade de Bertioga, por Ricardo

Eu adoro pastel. Sempre que vou a Santos, tento visitar pelo menos um de dois lugares onde, segundo os meus critérios gastronômicos, servem os melhores pastéis do planeta: o Café Carioca, no centro e o Bar do Toninho, no Embaré.

Devo ser também um dos poucos mortais que, mesmo gostando da iguaria, não é fã dos conhecidíssimos “pastéis do trevo de Bertioga” – um colosso de massa com um tantico de recheio que forma uma massaroca no bucho, com a qual você conversa por horas a fio…

Foto retirada do site oficial

Foto retirada do site oficial

Mas… Pastel é pastel e lá fomos nós conhecer uma “filial” dos pastéis do trevo em Santo André. Lugar bonito, novo, típico dos bares e restaurantes que existem em Maresias ou Camburí, montados por paulistanos que querem abandonar a vida louca da metrópole e capricham na decoração do ambiente, mas se esquecem do fundamental: o atendimento, que, junto do produto (neste caso, os pastéis), são a alma do negócio.

A dificuldade começou no cardápio. Das muitas opções de recheio disponíveis, poucas variações eram permitidas, o que já reduziu bastante as possibilidades de combinações. É a velha história: cria-se a falsa impressão de diversidade, mas, com a preocupação maior de rentabilizar o negócio e facilitar a vida do comerciante, não a do freguês.

Por isso eu e a Amanda dividimos um tradicional, pois tal qual o “original”, esse pastel é enorme (90% massa).

E o atendimento não foi nem de longe satisfatório. Era preciso esperar demais e as garçonetes não estão preparadas para explicar o funcionamento da casa. Precisam a toda hora “verificar” (uma das palavras preferidas do pessoal de telemarketing) se pode se não pode, se tem, se não tem.

Ou seja, mais um lugar que não deixou saudade. Os pastéis são bons, os preços razoáveis, mas, o atendimento…

Pastel da cidade de Bertioga, por Amanda

Antes mesmo de namorar o Ricardo ele já falava sobre os pastéis de Santos. São realmente uma delícia, mas acho que merecem um post só pra eles em um futuro breve. Hoje vou falar só dos Pastéis de Bertioga, especificamente da filial de Santo André.

O local é uma delícia, realmente lembra praia. Ótimo pros dias de (super) calor como hoje. Ficamos na parte interna, bem ventilada e com janelas enormes; do lado de fora, as mesas ficam sob guarda-sóis.

Foto retirada do site oficial

Foto retirada do site oficial

Os problemas começaram quando chegou o cardápio. Fiquei super indecisa sobre qual comer, queria mesmo era inventar meu próprio sabor. Sabe essa coisa comum de tirar um ingrediente, substituir outro, até deixar seu recheio do jeito que você gosta? Era isso que eu queria e eles não faziam. Pois é, você não pode tirar a ervilha ou o ovo de um dos sabores pré-definidos. Chatos!

A alternativa é escolher um pastel simples e ir adicionando ingredientes, cada um deles por um preço. Tem alguns queijos, como catupiry e chedar, ovo, milho, etc. Mas até você deixar do seu jeito, o pastel já está custando os olhos da cara, né?

Bom, como todos os pastéis têm 30 centímetros (o que é demais para meu estômago de passarinho) eu e o Ricardo dividimos um de carne, com catupiry adicional. Pedimos para cortar ao meio e pasmem: eles não cortam!!! Eles têm a cara de pau de dizer: “não cortamos, mas trazemos uma faquinha pra vocês cortarem”.  Jurooooooo! Absurdo total…  (ironia mode on) Realmente, cortar um pastel ao meio é um trabalho muito difícil e eles não podem fazer… (ironia mode off)

Sobre o pastel, estava bastante gorduroso e minha metade estava praticamente sem catupiry. Mas, diferentemente do Ricardo, achei que estava bastante recheado. Pena que era só com carne…

Depois, eu ainda dividi um “canudo kids” (um pastel de 30 cm, mas que tem a espessura de uma tortinha do Mc Donald’s) de chocolate branco e preto com meu irmão. Estava gostoso, mas com pouco recheio.

Concordo com o Ricardo que o que chama mais atenção no lugar é atendimento, que deixa a desejar em todos os aspectos. Este é com certeza o fator decisivo pra pensarmos em voltar ou não. Na verdade, já decidimos: não vale a pena voltar.

Ilha de Stromboli, por Ricardo

A cidade de Santos, sob certos aspectos, é conhecida como um quintal de São Paulo. Um deles diz respeito a pizzarias. Durante muito tempo, excelentes casas foram abertas sem dever nada às boas e melhores da Capital.

Parece que isso mudou um pouco. No final de semana prolongado pelo feriado de 2 de novembro, estávamos em Santos e  resolvemos traçar uma pizza. Fui procurar alguns dos endereços que costumava freqüentar há alguns anos, mas, muitos não existem mais.

A Van Gogh, perto do canal 1 (pra quem conhece) uma das poucas remanescentes, tinha uma fila com mais gente fora, esperando, do que dentro, comendo, o que nos fez desistir e procurar outra opção.

Daí, no caminho de volta para o Embaré, passei pela Ilha de Stromboli, que, quando foi inaugurada, era considerada uma das boas da cidade, tanto que até hoje possui uma filial.

Fachada da Ilha de Stromboli. Foto retirada do site.

Fachada da Ilha de Stromboli. Foto retirada do site.

Se arrependimento matasse…

Não havia fila de espera, chegamos, entramos e sentamos, mas, aí começaram os problemas.

A conservação do lugar deixa a desejar. Tem aquela cara de restaurante de bairro de cidade do interior. A demora no atendimento e a forma pouco gentil do garçon que nos atendeu também foi um indício de que os tempos eram outros – e a qualidade, também.

A cerveja que eu pedi não estava gelada e os copos não estavam exatamente limpos. A pizza até que estava razoável, até o garçon tentar servir um pedaço, cuja massa não era exatamente firme, e deixar todo o recheio cair.

E continuava tentando “raspar” as sobras pra cima da massa e insistir em equilibrar aquilo e levar ao prato. Bom, me irritei e ele foi buscar uma espátula, mas que de pouco adiantou.

Enfim, não foi uma experiência das mais agradáveis, contrastando com o dia de praia e o calor, agradável, que fazia naquela noite.

Fica a dica. Fujam da Ilha de Stromboli, em Santos.

Ilha de Stromboli, por Amanda

A Ilha de Stromboli foi a primeira pizzaria que visitei em Santos. Estava a fim de comer pizza e o Ricardo sugeriu que procurássemos uma das casas tradicionais de Santos, que têm pizzas ótimas! A primeira opção, a Van Gogh, estava com uma mega fila e então partimos para a Ilha de Stromboli.

Eu a achei meio estranha de cara, porque ela parece uma padaria antiga. Nada moderna, com decoração bem simples e mequetrefe.  O Ricardo me tranquilizou dizendo que as melhores pizzarias de lá são assim mesmo. Confiei e lá fomos nós!

Interior da Ilha de Stromboli. Foto retirada do site.

Interior da Ilha de Stromboli. Foto retirada do site.

O cardápio é apetitoso! Escolhemos meia frango com catupiry e meia Stromboli, uma receita da casa (calabresa moída, mussarela, provolone, tomate seco e manjericão). O primeiro pedaço foi servido normalmente, sem grandes problemas. O garçon não era dos mais simpáticos, mas pelo menos estava fazendo o trabalho direito. Até o segundo pedaço…

Ele foi muito estabanado! Não teve cuidado nenhum! Tentou equilibrar o pedaço com um garfo e uma faca e acabou espatifando-o! Todo o recheio caiu, foi péssimo… Depois ele pediu desculpas, foi atencioso e tals. Mas aí já era tarde demais. Afinal, não há segunda chance para se deixar uma boa impressão, né?

Além desse episódio, reparamos que havia falta de cuidado com as outras mesas também. Ou seja, o atendimento é rui MESMO! Não foi azar do cara o meu pedaço de pizza ter se espatifado…

Pena, porque a pizza é gostosa! A massa é bem fininha, o sabor do recheio se sobressai. Mas com certeza, o stress não vale a pena.

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