Jogando no Quintal, por Amanda

Eu adoro comédias de improviso! Já falamos aqui sobre o Improvável e, dessa vez, fomos ver o Jogando no Quintal, que está em cartaz no Tucarena.

A dinâmica é bem diferente. Enquanto no Improvável são os próprios atores que jogam, no Jogando no Quintal os humoristas dão vida a palhaços, que são os verdadeiros jogadores. Eles são divididos em dois times, amarelo e azul, que competem em cinco jogos (pra não dar empate). Os temas são sugeridos pela platéia e o teatro é montado como se fosse um estádio de futebol, sendo que os expectadores formam as torcidas, com direito a bandeirão e tudo o mais.

Jogadores cantam o hino do time. Foto do site oficial do Jogando no Quintal.

Ao chegar ao teatro, recebemos um cartão de voto, com um lado amarelo e um lado azul, que usaríamos durante a peça para escolher a equipe que considerássemos a melhor em cada jogo. A grande sacada foi que esse cartão também era um álbum. Em tempos de Copa, dá pra imaginar a empolgação das pessoas com as figurinhas, né? Passamos uns dez minutos colando e trocando com as outras pessoas que estavam lá. Infelizmente, não completamos nosso álbum… Faltaram só três! Uma pena, a brincadeira estava divertida!

A peça em si não foi das melhores. Mas o “juiz” já havia avisado que, como é um jogo de improviso, pode ser que seja ótimo ou péssimo! No nosso caso, assistimos a um espetáculo morno… A plateia não deu sugestões de temas tão bons e os atores não conseguiram desenvolver cenas muito criativas. Se você estiver pensando em ir, vá com algumas ideias prontas na cabeça. Se você der sorte de ser escolhido, pode ajudar os palhaços a fazer um espetáculo mais divertido.

No geral, poucos momentos foram marcantes, com sacadas ótimas e risos altos da torcida. Os melhores momentos foram os de integração com a “torcida” e não os que rolaram na arena. Por isso, entrei com grandes expectativas e saí frustrada. Esperava ver piadas mais criativas e, claro, dar mais risadas. Mas, como não pagamos pelos ingressos, não bateu revolta nem nada. Talvez se tivéssemos pago, a sensação de frustração teria sido maior. Mas valeu… Nesse dia, a ideia era passarmos a noite comendo pizza em casa, mas graças ao Jogando no Quintal, tivemos uma noite mais animada.

Obs.: Agradecimento especial ao meu tio Fábio que nos deu os ingressos. =)

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Jogando no Quintal, por Ricardo

De graça, até… comédias de improviso. E lá fomos nós em uma noite fria de sábado, assistir ao “Jogando no Quintal”. Como bem observou a Amanda, as referências eram boas e a expectativa me fez até enfrentar uma gripezinha (a ideia inicial era ficar em casa, de molho) pra ver o espetáculo.

Mas, não foi legal. É verdade que, nesse estilo de apresentação, você pode assistir a um belo show ou não – e não demos sorte dessa vez. Mas, acho que é sempre válido sair de casa, conhecer lugares novos, ver gente, enfim, circular pela cidade.

Eu não conhecia o Tucarena – e gostei. O local é muito bem estruturado, exceto por aquele probleminha que é muito típico da cidade de São Paulo: estacionamento.

Se é perto do teatro/cinema/casa de show/congêneres, é caro e congestionado. Se é mais ou menos perto, continua caro, e se é longe, também pode ser caro, suspeito e ainda te faz caminhar – no frio, no calor, no sol, na chuva…Mas, como não há perfeição…

O melhor é que terminamos a noite revisitando uma pizzaria que eu conheci nos anos 80, quando morava em Pinheiros, mas, isto será tema para um próximo post.

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Paulo Lanches, por Ricardo

Você entraria em uma lanchonete com esse nome, com uma aparência sem qualquer glamour e localizada em um ponto, digamos, meio isolado? Eu, com certeza, não entraria, exceto por indicação, que foi o que aconteceu esta semana.

Foto retirada do Flickr de "laconics". Clique na imagem pra ver a foto em seu local original.

Na verdade, já há algum tempo que tinha ouvido falar desse tal Paulo Lanches, em Santo André. A fama de servir sandubas sarados já tinha atiçado minhas lombrigas e desta vez fomos conhecer.

E que surpresa… Vamos começar falando do tamanho das coisas. Mesmo que você coma bem, minha sugestão é que você se estiver acompanhado, peça apenas um sanduíche. E complemente com a “super meia porção” de batatas fritas – esta, uma verdadeira especiaria, sequinhas e crocantes. Show.

E vale dar uma passeada pelo salão e espiar os hambúrgueres na chapa. Muito, mas muito grandes. E, ao contrário do McDonald’s, por exemplo, têm gosto de carne temperada. Legal, né?

O Paulo Lanches fica na rua das Monções e é, digamos, para os nativos, já que o local não é de agito na cidade. Minha futura cidade…

Aliás, vou aproveitar a mudança, que se dará em breve, pra fazer uma jantinha de despedida da fase paulistana da vida. Eu vou cozinhar. E, podem começar a salivar. Vou usar um tempero africano chamado Rubs, que experimentei na casa de amigos, pra fazer um belo molho. Depois eu conto o resultado.

Mas, voltando ao sanduba, além do hambúrguer realmente honesto, a quantidade de queijo é outro caso à parte. E ainda tem azeitona pra dar um toque especial na salada.

Enfim, este é um daqueles lugares fora do circuito da fama que vale muito a pena conhecer.

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Paulo Lanches, por Amanda

Quem me indicou o Paulo Lanches foi meu irmão Danilo, há muito tempo! Ele disse que comeu um misto quente que era uma refeição para duas pessoas. Pensei ”deve ser um lanche de ogro!”. E por o lugar não ser, assim, muito atrativo, demoramos para tomar coragem e experimentar o tal lanchão.

E em uma noite de domingo, lá fomos nós! Pelo cardápio já dá pra ver o tamanho do estrago… Eles colocam o peso dos hambúrgueres, a quantidade de presunto e queijo etc. pra ninguém ficar desavisado. Há opções de lanches na baguete e no pão de hambúrguer e depois de dar uma passada de olho geral, acabamos escolhendo um X-salada (180 gramas de carne, 220 gramas de queijo, alface americana, tomate e azeitona verde).

Eles dividem o lanche ao meio, o que facilita bastante! Porque o negócio é grande mesmo! Tanto que nem consegui morder, fui cortando os pedaços com garfo e faca mesmo. E é uma delícia! Vem muita salada e o hambúrguer é bem grosso. Você vai sentindo o gosto de todos os ingredientes, sem miséria!

X-Salada sem miséria do Paulo Lanches

A batata frita é uma delícia também! Meia porção (ou super meia, como eles colocam no cardápio) dá pra duas pessoas – e sobra. Como o Ricardo comentou, é bem sequinha e vem com um molho rose muito gostoso! Comi a valer!

A única coisa que eu não gostei foi do ketchup e da mostarda. Acho que eles poderiam comprar uma marca melhor, mais conhecida… Heinz, por exemplo, que eu amo e é uma delícia! Enfim, nem tudo é perfeito…

O lugar é limpo e bem organizado e já ganhou o prêmio de melhor sanduíche da Revista Veja ABC quatro vezes consecutivas. Ou seja, apesar de escondido e da fachada duvidosa, vale a pena conhecer.

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Pizzaria Bráz, por Amanda

Mais uma pizzaria para a coleção! Dessa vez, uma “de responsa”, a Bráz – Unidade Pinheiros que, segundo o site, já foi eleita cinco vezes como a melhor da cidade pela Veja SP. Acho que muita gente sabe disso, já que ficamos um tempão na fila, esperando um lugar pra sentar. Vou pular a parte do mau-humor causado pela fome e potencializado pela espera e ir direto para as partes boas.

De entrada, pedimos uma massinha de pizza com queijo ralado. Eu achei que fossem vir bem crocantes e tals, mas ela vem meio molenga… Tipo a consistência da borda mesmo, sabe? Fiquei meio frustrada… Enfim, temperei com azeite e sal pra dar mais sabor. O azeite deles fica com dentes de alho dentro do vidro, o que dá um gosto diferente. Eu adoro alho então aprovei! Quanto ao sal, uma dica preciosa: vá com calma. Tô tão acostumada com aqueles saleiros que a gente chacoalha, chacoalha e não sai nada que fui com fé no saleiro. Quando virei no meu prato, caiu muito! Por isso, tomem cuidado quando forem lá, os saleiros funcionam mesmo!

As coberturas escolhidas foram: Basílica (mussarela especial coberta com pesto de rúcula e tomate cereja) e Paulistana (mussarela especial, queijo defumado ralado, pedaços de tomates frescos e lascas de azeitonas pretas). Ambas estavam deliciosas! O pesto de rúcula é um molho de alho, azeite e, claro, rúcula e dá um gostinho ótimo! Meio azedinho, bem gostoso! E o destaque da Paulistana é a azeitona preta que como vem em lascas, poupa o trabalho de tirar o caroço e ainda faz com que o gosto se misture com os outros ingredientes.

Cobertura Basílica. Delícia! Foto retirada do site da Bráz.

O ambiente é meio barulhento, mas não dá pra esperar menos de uma pizzaria num sábado à noite. O atendimento estava ótimo, os garçons bastante atenciosos e rápidos. De ponto negativo, só cito mesmo a espera na porta, mas isso faz parte, né? Se não quiser esperar (e conseguir controlar a fome), a dica é chegar entre 22h30 e 23h00, horário em que a pizzaria começou a esvaziar.

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Pizzaria Bráz, por Ricardo

Eu já conhecia essa unidade da Pizzaria Bráz (aliás, vai conhecer pizzaria assim…bom, deixa pra lá, rs). E sempre gostei. Está mesmo entre as melhores da cidade e dispensa muitos comentários, já que a Amanda descreveu bem as redondas.

Aliás, pela fome e pelo humor da moça, mesmo se não estivesse do agrado, a pizza seria elogiada. Chegou a ser engraçado.

Reforço apenas a questão do grande movimento, o que me leva a sugerir que tenham uma melhor acomodação para quem está esperando e quer já ir beliscando alguma coisa. Como estava chovendo, todos os clientes ficaram concentrados dentro – há, do lado de fora, um espaço que em dias de calor deve ser disputadíssimo, mas, com chuva e frio….no way!

Quando fomos, estava beeem mais lotado. Foto retirada do site oficial da Bráz.

E dessa vez eu fico por aqui…pensando na próxima. Alguma sugestão?

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Virada Cultural 2010, por Ricardo

A expectativa pela Virada Cultural 2010 era grande, por causa da experiência do ano passado ter sido muito positiva.

Mas, ao final de mais um incursão noturna pelo centro de Sampa, a sensação não foi, assim, tão satisfatória, embora, registre-se, o simples fato de ver as ruas do centro velho, à noite, cheia de gente, com música e outras atrações acontecendo em todas as praças, é sensacional. Já vale a viagem.

Como não poderia ser diferente, começamos a maratona mais cedo, assistindo à apresentação de uma banda cubana acompanhando dois ex-integrantes do Buena Vista Social Club – uma das bandas cubanas mais famosas de todos os tempos. E foi muito bom – nem comento sobre aquele predio imponente da “Estação de Ferro Sorocabana” ao fundo do palco – visão deslumbrante.

Barbarito Torres, ex-Buena Vista Social Club. Foto de Raul Zito, para o G1.

Seguimos para assistir à apresentação da Cia Raça, que apresentou uma coreografia de tango, digna de deixar argentino com ciúme, de tão bonita. Tanto que vamos buscar mais informações para tentar assistir a alguma apresentação do grupo “inteira”, pois chegamos atrasados e não vimos toda a coreografia.

Aqui, já faço uma constatação: como existem pessoas completamente sem noção para a convivência pública: ou ficam circulando durante as apresentações ou querem lugar de honra estando no meio do povão, como se só elas tivessem direito a não ter nenhuma cabeça na frente para assistir as apresentações de camarote.

Voltando à programação da Virada, aproveitamos que o Museu da Língua Portuguesa estava aberto e fizemos uma visita. Mais um deslumbre. Recomendo fortemente a visita, como estaria escrito em algum release escrito por um assessor gringo, rs

Indo para a Praça da Sé, as tais projeções na Catedral, apesar de precisas e variadas, estavam apagadas. Praticamente sem público e sem empolgação. Não vou contar o que comemos (e espero que a Amanda também não o faça) e seguimos para a Sanfran, onde não havia muita gente curtindo tecno e fomos para o Viaduto do Chá.

Neste ponto, assistimos à apresentação de um grupo cujo nome não encontramos de jeito nenhum (e nem identificamos quando o locutor os apresentou), o qual fez uma fantástica apresentação pendurado no Shopping Light. Os caras (e as minas) são muito bons e os músicos que os acompanham, idem.

Senti falta de alguns shows acontecendo antes da meia-noite (ok! viemos mais cedo por nossa conta e risco). E também a colocação das atrações em lugares mais distantes, dificultou um pouco o deslocamento.

Mas, nada disso tirou o brilho de mais uma Virada. Que venham outras e, se der, a estadual – tentarei ir até Santos pra assistir ao Manu Chao. Bóra?

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Virada Cultural 2010, por Amanda

E lá fomos nós para mais uma Virada Cultural! Fui a todas as edições até agora, acreditam? Sou fã desse evento! E um dos motivos é esse que o Ricardo comentou, de poder passear pelo Centro (uma região que eu adoro) à noite, com as ruas cheias de gente e atrações artísticas. Tanto que nossa programação esse ano foi: “vamos ver dois shows na região da Luz e depois rumamos para a região do Anhangabaú, sem roteiro, pra ver o que acontece por lá”. E foi isso que fizemos. E deu certo!

Fomos de metrô até a Estação da Luz e caminhamos até o Palco Júlio Prestes para ver o show de Barbarito Torres e Ignacio Mazacote, ex-integrantes do Buena Vista Social Club. Imaginei que por ser a abertura da Virada e por não ser uma banda popular, o lugar estaria um pouco mais vazio. Engano! Estava mega lotado! Mas com isso já contávamos. O que foi surpresa foi uma ambulância passando pelo meio da multidão, espremendo ainda mais as pessoas. Achei mega sem noção… Claro que é preciso ter ambulância e tals, mas acho que eles deveriam ter se programado para passar por outras rotas, poxa… Enfim… Ponto negativo!

O show foi ótimo e o cenário estava deslumbrante! Espero que eles mantenham esse palco para os próximos anos. Mesmo sendo um pouco afastado do centro da Virada, valeu a pena pagar uma passagem de metrô a mais e passado por lá.

Foto de celular, qualidade péssima! Mas é a Sala São Paulo e o Palco Júlio Prestes.

De lá fomos para a Estação da Luz, assistir ao show da Raça Cia. de Dança de São Paulo, mas como o Ricardo já comentou, vimos muito pouco… O suficiente pra ficar de boca aberta, babando, já que os caras são muito bons mesmo! Era uma mistura de tango com balé contemporâneo, muito lindo e bem emocionante.

Depois, tentamos comer pastel em uma das barracas de feira premiadas por servirem os melhores pastéis de Sâo Paulo. Mas a fila estava impraticável! Muita gente e uma barraca minúscula para o tamanho do evento. Mais um ponto negativo!

A surpresa da noite ficou por conta do Museu da Língua Portuguesa. Há um ano e meio eu e o Ricardo nos programamos para visitá-lo e eis que durante a Virada, por acaso, finalmente decidimos entrar lá. A exposição “Menas”, que fica em cartaz até o dia 27 de junho, é bem interessante. Trata sobre os “erros” e “acertos” na utilização da língua e conclui que se há comunicação, então não há certo e errado. Eu acho que é uma conclusão complicada, principalmente para nós que trabalhamos na área de comunicação. Mas, infelizmente, é a realidade que encontramos por aí, nas ruas, nos ônibus, na TV etc. De qualquer forma, o Museu é muito legal, as exposições são muito bem montadas e vale a visita.

Saímos de lá e fomos para a Praça da Sé. E comemos cachorro quente, hehehehe… O que há de mau num “dogão”? Matou a fome então tá valendo, hehehehe…

Chegando ao Viaduto do Chá, vimos a tal apresentação do tal grupo que não sabemos o nome. Eles fizeram uma apresentação com rapel no Shopping Light. Parecia que o chão era a parede, sabe? Muito legal! Só saímos de lá com um pouco de dor no pescoço, hehehehe…

Apresentação no Shopping Light. Se souberem o nome, nos avisem, por favor. Foto retirada do Flickr de "ldevitte". Clica na foto que você cai na galeria dele.

Fora isso, ainda vimos: as projeções na Catedral da Sé, tão precisas como as do ano passado no prédio da Prefeitura, mas não tão bonitas; a instalação “Jardins do Municipal”, que transformou o teatro Municipal em um jardim, com grama na calçada, projeções de plantas na fachada e som de grilos ao fundo; o finalzinho da apresentação “O Chopin Voador”; as baladas na San Fran e em frente ao Fórum; o balão que estava na Praça Princesa Isabel (pena que estava no chão quando passamos) e mais algumas coisinhas que, provavelmente, eram espontâneas, ou seja, fora da programação.

Minha avaliação final é que por um lado, a existência dos palcos próximos à Estação da Luz foi positiva, já que o Anhangabaú, que ano passado estava abarrotado, ficou um pouco mais tranquilo. Conseguimos, por exemplo, comer sem filas. Mas por outro lado, isso espalhou as atrações, o que deixou o mesmo Anhangabaú um pouco sem graça, sem aquela coisa de virar a esquina e encontrar algo diferente para ver. Senti falta disso, que considero o ponto alto dos anos anteriores. Além disso, à medida que o evento vai se tornando mais popular, é natural (e visível) que aconteçam mais brigas e que mais gente bagunceira vá ao centro só pra “causar”. É importante ter isso em mente e ir preparado, para não se estressar. Ou então, pra fugir de vez.

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Drês – Nando Reis, por Amanda

Quase um ano sem ir a um show do Nando Reis! Há uns dois anos, isso seria uma situação grave na minha vida! Já estaria em crise de abstinência, já teria pensado em ir pra outra cidade só pra ver um show… Enfim… Nesse último ano, dois fatos fizeram com que eu me “acalmasse” um pouco. O primeiro: eu não curti muito o primeiro show da turnê Drês, como vocês leram aqui. O segundo: o tratamento que recebi no lançamento do livro “Meu pequeno São Paulino”, que vocês leram aqui. Depois que o Nando pediu desculpas aqui mesmo, no blog, e que eu vi que muitas pessoas queridas estariam no show do primeiro fim de semana de maio, decidi que estava na hora de voltar às plateias.

Não estava com muitas expectativas. O Ricardo até estranhou minha quase indiferença… Mas chegando lá, uma surpresa! O show foi ótimo! Quase duas horas e meia de Nando Reis e os Infernais, com algumas músicas novas e muitas das antigas. Eu adorei, já que o Drês não tocou mesmo meu coração…

Nando Reis, no Citibank Hall em 30 de abril de 2010

Para mim, a noite teve dois destaques: o primeiro foi a música “Tão diferente”, do álbum “A Letra A”. Eu amo essa música, é uma das minhas favoritas! Mas ouvi muito pouco ao vivo, já que nem na turnê do “A Letra A” o Nando cantava. Foi bem emocionante pra mim! O segundo foi a participação da Ana Cañas, que apresentou uma música composta pelo Nando especialmente para ela cantar. A música é linda! Se chama Luz Antiga e está aí embaixo, pra quem quiser ouvir. =)

As outras novidades ficaram por conta de “Hoje Mesmo”, também de “A Letra A”, e de “Frevo mulher”,do Zé Ramalho, no bis. De resto, tudo mais ou menos como antes. “Luz dos Olhos”, “O Segundo Sol”, “O Mundo é Bão, Sebastião”, “Marvim”, “Os Cegos do Castelo”… Cada uma com seu significado especial e pessoal para mim.

Conclusão: saí do show de sexta morrendo de vontade de voltar no de domingo. Mas, infelizmente, como era mesa, não arrisquei comprar e sentar lááááá no fundão… Esperarei o próximo!

De lição, aprendi que não devo tomar cerveja antes do show. Nem mesmo uma única latinha! Fui ao banheiro três vezes antes do show começar e, mesmo assim, passei boa parte do show apertada. Tanto que esperei alguma música mais chata pra levantar e ir ao banheiro. E a escolhida foi “Por Onde Andei”. E depois disso, aproveitei muito mais, hehehehe…

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Drês – Nando Reis, por Ricardo

A história se repente há dois anos. A Amanda diz….”vai ter show do Nando dia tal…” e nem precisa completar “E EU QUERO IR”, ou, “EU VOU”, rs, pois isto está implícito. Dessa vez estava diferente. Como ela mesma escreveu, o clima era de quase indiferença e eu confesso que também não estava animado em assistir algo que não tinha sido bom – o lançamento da turnê Drês.

Mas, como já tinha observado, o Nando costuma fazer algumas mudanças em sua turnê, não se prendendo a um roteiro, como, por exemplo, a Maria Rita (ver post anterior), que deve escrever até os improvisos. E foi a salvação, pois o anterior realmente não empolgou e o grupo talvez tenha percebido uma certa “dívida” com os fãs.

Poucas vezes assisti a shows com mais de uma hora e meia de duração (o maior deles foi do Lulu Santos, nos anos 80, que durou 3 horas – fantástico), e dessa vez, o Nando foi muito justo com o público, descrito por ele mesmo como “a minha casa em São Paulo”.

É bem verdade que parte desse tempo foi ocupada por um show de abertura da banda Zafenate, cujo vocalista é… filho do Nando. E que pela segunda vez eu vejo apresentar-se antes dos shows do pai. Eles tocam reggae – gênero que eu gostou muito e que a Amanda diz detestar – e acho extremamente bacana essa força que o Nando dá para a banda do filho.

Banda Zafenate

Ah! Outra fofoquinha, que ainda não li em nenhuma revista de celebridades: o Nando e a Ana Cañas estão de caso? Sim….. elogios rasgados…. olhares fixos combinados com um sorriso….. selinhos no palco…… hum…… aí tem……rs

E como a Amanda já falou sobre o conteúdo, vou falar sobre o Citibank Hall. A localização é privilegiada e, por isso, a casa vai ter vida longa, já que aqui em Sampa, este é um diferencial para a vida e morte de um local. Mas, ainda hoje, mil anos depois de inaugurada, a oferta de estacionamentos na região ainda é pobre.

E chamo a atenção para a ambulância da casa: tenho dúvidas de que consiga sair do lugar, caso haja necessidade de algum atendimento de emergência. Dá a impressão de que a raiz das árvores do lado de fora do Palace, ops!, Citibank Hall, já amarrou a viatura. Enfim….. o pessoal deve ficar ligado.

Mas, voltando ao show, vejo que teremos outras incursões em breve, pois a patroinha voltou à condição de fã!!

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