E lá fomos nós para mais uma Virada Cultural! Fui a todas as edições até agora, acreditam? Sou fã desse evento! E um dos motivos é esse que o Ricardo comentou, de poder passear pelo Centro (uma região que eu adoro) à noite, com as ruas cheias de gente e atrações artísticas. Tanto que nossa programação esse ano foi: “vamos ver dois shows na região da Luz e depois rumamos para a região do Anhangabaú, sem roteiro, pra ver o que acontece por lá”. E foi isso que fizemos. E deu certo!
Fomos de metrô até a Estação da Luz e caminhamos até o Palco Júlio Prestes para ver o show de Barbarito Torres e Ignacio Mazacote, ex-integrantes do Buena Vista Social Club. Imaginei que por ser a abertura da Virada e por não ser uma banda popular, o lugar estaria um pouco mais vazio. Engano! Estava mega lotado! Mas com isso já contávamos. O que foi surpresa foi uma ambulância passando pelo meio da multidão, espremendo ainda mais as pessoas. Achei mega sem noção… Claro que é preciso ter ambulância e tals, mas acho que eles deveriam ter se programado para passar por outras rotas, poxa… Enfim… Ponto negativo!
O show foi ótimo e o cenário estava deslumbrante! Espero que eles mantenham esse palco para os próximos anos. Mesmo sendo um pouco afastado do centro da Virada, valeu a pena pagar uma passagem de metrô a mais e passado por lá.

Foto de celular, qualidade péssima! Mas é a Sala São Paulo e o Palco Júlio Prestes.
De lá fomos para a Estação da Luz, assistir ao show da Raça Cia. de Dança de São Paulo, mas como o Ricardo já comentou, vimos muito pouco… O suficiente pra ficar de boca aberta, babando, já que os caras são muito bons mesmo! Era uma mistura de tango com balé contemporâneo, muito lindo e bem emocionante.
Depois, tentamos comer pastel em uma das barracas de feira premiadas por servirem os melhores pastéis de Sâo Paulo. Mas a fila estava impraticável! Muita gente e uma barraca minúscula para o tamanho do evento. Mais um ponto negativo!
A surpresa da noite ficou por conta do Museu da Língua Portuguesa. Há um ano e meio eu e o Ricardo nos programamos para visitá-lo e eis que durante a Virada, por acaso, finalmente decidimos entrar lá. A exposição “Menas”, que fica em cartaz até o dia 27 de junho, é bem interessante. Trata sobre os “erros” e “acertos” na utilização da língua e conclui que se há comunicação, então não há certo e errado. Eu acho que é uma conclusão complicada, principalmente para nós que trabalhamos na área de comunicação. Mas, infelizmente, é a realidade que encontramos por aí, nas ruas, nos ônibus, na TV etc. De qualquer forma, o Museu é muito legal, as exposições são muito bem montadas e vale a visita.
Saímos de lá e fomos para a Praça da Sé. E comemos cachorro quente, hehehehe… O que há de mau num “dogão”? Matou a fome então tá valendo, hehehehe…
Chegando ao Viaduto do Chá, vimos a tal apresentação do tal grupo que não sabemos o nome. Eles fizeram uma apresentação com rapel no Shopping Light. Parecia que o chão era a parede, sabe? Muito legal! Só saímos de lá com um pouco de dor no pescoço, hehehehe…

Apresentação no Shopping Light. Se souberem o nome, nos avisem, por favor. Foto retirada do Flickr de "ldevitte". Clica na foto que você cai na galeria dele.
Fora isso, ainda vimos: as projeções na Catedral da Sé, tão precisas como as do ano passado no prédio da Prefeitura, mas não tão bonitas; a instalação “Jardins do Municipal”, que transformou o teatro Municipal em um jardim, com grama na calçada, projeções de plantas na fachada e som de grilos ao fundo; o finalzinho da apresentação “O Chopin Voador”; as baladas na San Fran e em frente ao Fórum; o balão que estava na Praça Princesa Isabel (pena que estava no chão quando passamos) e mais algumas coisinhas que, provavelmente, eram espontâneas, ou seja, fora da programação.
Minha avaliação final é que por um lado, a existência dos palcos próximos à Estação da Luz foi positiva, já que o Anhangabaú, que ano passado estava abarrotado, ficou um pouco mais tranquilo. Conseguimos, por exemplo, comer sem filas. Mas por outro lado, isso espalhou as atrações, o que deixou o mesmo Anhangabaú um pouco sem graça, sem aquela coisa de virar a esquina e encontrar algo diferente para ver. Senti falta disso, que considero o ponto alto dos anos anteriores. Além disso, à medida que o evento vai se tornando mais popular, é natural (e visível) que aconteçam mais brigas e que mais gente bagunceira vá ao centro só pra “causar”. É importante ter isso em mente e ir preparado, para não se estressar. Ou então, pra fugir de vez.
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May 17th, 2010
Categories: Eventos, Exposições, Shows . Tags: são paulo, Shows, virada cultural . Author: Amanda . Comments: 1 Comment